O lúpulo é uma planta trepadeira que tem o nome científico de Humulus lupulus, que cresce favoravelmente em regiões de clima temperado. A planta possui ambos sexos (masculino e feminino), porém, a que realmente interessa para a cerveja é o feminino.
A parte do lúpulo que é utilizada na cerveja são os cones, que é a eflorescência da planta fêmea. Nela são formadas glândulas de lupulina que contém resinas e óleos. São estas resinas e óleos que serão utilizadas na cerveja.
Entre as resinas do lúpulo estão os chamados ácidos alfa, responsáveis pelo amargor da cerveja. Sem este amargor a cerveja seria uma bebida doce e enjoativa, a qual seria difícil beber em grande quantidade. O amargor proveniente do lúpulo equilibra o dulçor do malte.
Já os óleos essenciais são as substâncias que dão o sabor e aroma característicos do lúpulo, muito evidentes nas famosas, amadas e idolatradas IPAs.
Além disso, o lúpulo também atribui outras propriedades à cerveja, o que faz dele uma matéria prima básica e essencial. Ele melhora a qualidade e estabilidade da espuma e tem propriedades bacteriostáticas, ou seja, inibe a proliferação de bactérias que poderiam estragar a cerveja.
O Lúpulo na fabricação de Cervejas
Os componentes do lúpulo são extraídos para a cerveja através da fervura. Por isso, ferve-se o mosto por cerca de uma hora, com diferentes adições de lúpulo, para solubilizar os componentes que trarão amargor, sabor e aroma.
A maneira mais comum de encontrar o lúpulo é na forma de pellet, pois é de fácil manipulação, boa durabilidade e bom aproveitamento dos componentes na fervura.
É possível também encontrar o lúpulo em flor (os cones), que é a forma natural, mas sua durabilidade é bem menor. A flor em boas condições resultará em uma cerveja mais refinada do que quando utilizado em pellets.